Causa Galiza participará na manifestaçom nacional contra a “beatificaçom” mediática e institucional do fascista Fraga Iribarne
Causa Galiza participará na manifestaçom nacional a celebrar neste sábado em Compostela desde as 12:00 h. para denunciar a campanha de intoxicaçom informativa desenvolvida por volta da morte de Fraga Iribarne. Achamos que é da máxima importáncia que os sectores democráticos, antifascistas, soberanistas e independentistas do País contestem a canonizaçom política de Fraga Iribarne, evidenciando que a sociedade galega nom está disposta a comulgar com rodas de moínho.
A figura histórica e política de Manuel Fraga é completamente rechaçável para quem reivindicamos autêntica democracia para a Galiza, já nom só polo seu passado de máximo responsável político da repressom numha ditadura que assassinou milhares de galeg@s, mas, também, polo seu papel no período conhecido como a Transición, em que o franquismo impunha a umha sociedade galega debilitada por 40 anos de repressom umha democracia formal que perpetuava os princípios essenciais defendidos polos militares golpistas de 1936.
Aliás, Fraga Iribarne presidiu durante 15 anos a administraçom galega criada por um Estatuto hoje submetido a intenso escovado polos seus desenhadores. Desde a presidência da Junta, o ex ministro franquista construiu a aranheira caciquil, empresarial e institucional focada a afogar as liberdades democráticas d@s galeg@s, decapitar os sectores produtivos nacionais e acelerar umha crise sócio-económica, ambiental e identitária manifesta em altíssimas taxas de exclusom social, desemprego, precariedade laboral, avelhentamento populacional, desastre ecológico, etc.
Necessidade da mobilizaçom
Nada há que agradecer, portanto, a quem disfarçando-se num galeguismo folclórico e vazio de conteúdos combateu toda a sua vida contra o projecto nacional galego. A campanha mediática e institucional destes dias que, com a metodologia do velho Nodo, pretende elevar aos ceus da democracia o admirador de Augusto Pinochet, merece o rechaço frontal da sociedade galega: nem Fraga Iribarne foi um “democrata”, nem a Transición outra cousa que o pacto entre o bunquer franquista e sectores claudicantes da oposiçom ao fascismo para que “todo mudasse sem mudar nada”.
Daquelas componendas, que furtárom a possibilidade dumha rutura democrática, e abrírom passo a um novo regime que seguia vulnerando o direito de autodeterminaçom d@s galeg@s em nome da indivisible unidad de la Patria espanhola, venhem boa parte dos lodos actuais. Assim, exigir hoje democracia para a Galiza, exigir autodeterminaçom, denunciar a fraude antidemocrática da Transición, é o primeiro passo para construir na Galiza um quadro de soberania política e democracia dignas de tal nome e imprescindíveis para fazermos frente à crise do capitalismo.
Sábado 21 todos e todas a Compostela!
Sem autodeterminaçom nom há democracia!





